quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sobre o autor

Albert Eckhout pintor Holândes, Chegou ao Nordeste do Brasil com 26 anos em 1637, a sua missão como pintor era a de registrar a paisagem brasileira. Além de Recife, conheceu o interior da região Nordeste, a Bahia e ainda o Chile .

A ilusão de realidade nas pinturas de Albert Eckhout era mesmo espantosa. As figuras estão de certo modo destacadas da paisagem, aspecto peculiar à técnica empregada por pintores holandeses da época, que apesar da forte marca naturalista, não deixa de apresentar alegorias poéticas. Muitas características dos tipos que habitavam o Brasil podem ser deduzidas a partir das obras do artista, e o conjunto das telas brasileiras de Eckhout mostra bem os dois lados da composição étnica da época: um Brasil que começava a se desenvolver também fora de suas recentes cidades, ainda enquanto colônia, e outro que confirmava, de certa forma, a imagem mitológica selvagem que os europeus possuíam da América. Albert Eckhout dividiu a etnografia brasileira em quatro estados civilizatórios, pintando oito painéis que representavam quatro casais - tapuias, tupinambás, mestiços e negros - e o nono, que apresentava a "Dança tapuia". No óleo "Mulher tapuia", é feito uma série de registros iconográficos sobre a tribo, que podem ser identificados facilmente: eram bárbaros, andavam nus e em mata virgem, conservavam hábitos originais apesar da convivência com o homem branco e muitas vezes utilizavam-se da sobrevivência canibal; esse grupo foi recriado poeticamente pelo pintor holandês que procurou evidenciar o instinto animal dos tapuias.

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